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Na Mídia
09.03.2005
Folha de Pernambuco
Tecnólogos, novo ramo da educação
Hercília Galindo - hercilia@folhape.com.br
Primeira turma da nova especialização no Nordeste é de Pernambuco
"Menos teoria e mais prática". É assim que o reitor e diretor superintendente da Rede Unibratec, David Stephen, define a nova tendência em Educação Superior que começa a tomar corpo no País, os tecnólogos. A faculdade acaba de formar a primeira turma de profissionais que apostou na idéia e integrou o Curso Superior de Desenvolvimento de Softwares (CTDS). A colação de grau será no próximo sábado, no campus da faculdade, na Imbiribeira.
Dos 12 concluintes, 11 estão empregados. Entre eles, Sarah Pimentel, que já coordena o Flash User Group Pernambuco (FUG-PE), o primeiro grupo de usuários Flash da Região reconhecido pela Macromedia. Um currículo e tanto para quem começou o curso sem conhecer nada de programação. "No início, o preconceito existiu e tive até um certo medo. As pessoas acham que só se torna um tecnólogo quem não teve outra opção. No meu caso, eu passei em duas universidades do Estado, mas optei por um curso mais específico", assegura a formanda, que também integra a equipe de engenharia de software do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar).
Segundo Stephen, essa nova tendência da educação tem como maior vantagem aprofundar os conhecimentos do aluno na área em que ele quer se especializar, dispensando cadeiras que, na prática, não serão utilizadas pelo futuro profissional, como acontece no bacharelado. "No modelo tradicional, utiliza-se 5% do que se aprende na sala de aula. O tecnólogo certamente aplica mais de 70%", arrisca.
O principal questionamento dos candidatos aos cursos superiores tecnológicos é sobre sua validade pelo Ministério da Educação como curso superior. Na verdade, esse nível de especialização permite o ingresso em uma pós-graduação Lato Sensu (Especialização e MBA) ou Strictu Sensu (Mestrado e Doutorado), além da inscrição normal em concursos públicos que exigem a formação superior (também conhecido como 3º grau), da mesma forma que os bacharéis e licenciados.
"Esses 12 alunos são de uma turma pioneira e de coragem. Eles acreditaram na proposta e estão vendo os resultados positivos desde já", comemora o reitor da Unibratec, citando também, além da opção de especialização num período mais curto - essa turma se formou em três anos - a opção de dispensar disciplinas cujo aluno já tem o domínio necessário. Para isso, basta que faça uma avaliação para provar que já tem conhecimento sobre o assunto a ser abordado na disciplina.
Foi o caso de Daílson Fernandes, um dos formandos. "Consegui adiantar o curso em um semestre inteiro dispensando cadeiras. As provas não são fáceis, mas consegui", comemora. "O decreto 2.208/97 dá direito aos alunos de educação tecnológica a avaliação por competência. É um direito do aluno", assegura Stephen. O problema é que a maioria das instituições de ensino não estimulam essa prática por um motivo óbvio: o lucro.
SERVIÇO
www.unibratec.com.br
www.mec.gov.br
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