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22.03.2006

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Projeto vai beneficiar 5 mil jovens
Publicado em 22.03.2006

PIRÂMIDE DIGITAL // Parceria entre a Unibratec, Intel e Fundação Bradesco visa à capacitação e inserção dos alunos já a partir deste ano

A Unibratec, em parceria com a Intel e a Fundação Bradesco, vai dar início ao projeto de inclusão Pirâmide Digital, no próximo dia 27. O projeto consiste de uma uma ação social que tem por intuito promover a capacitação e inserção na sociedade digital de mais de 5 mil jovens carentes, já a partir do final deste ano. "O primeiro passo, a base da pirâmide, é o treinamento de 40 voluntários, o que vai acontecer até o dia 31 de março, no campus da Imbiribeira", explica o superintendente da Unibratec, David Stephen.

Após o treinamento, as aulas começam em maio, e os cursos terão duração de 40 horas, ao longo de dois meses. "A metodologia de ensino e o material didático serão fornecidos pela Intel, como parte do projeto Intel Aprender. Enquanto isso, a Unibratec vai colocar as salas de aula e os computadores à disposição dos alunos. Já a Fundação Bradesco vai cuidar da formação dos instrutores", revela.

Durante uma semana, os voluntários, na maioria alunos e professores da Unibratec, passarão por treinamento com a equipe de instrutores enviada pela Fundação Bradesco. De acordo com Stephen, após esta primeira etapa, cada voluntário vai treinar grupos de 36 alunos. "Eles serão os multiplicadores e vão formar turmas em cursos de informática básica, cujos alunos serão recrutados por quatro organizações não-governamentais", explica Stephen. Para a gerente do projeto e coordenadora de estágio e empregabilidade da Unibratec, Geysa Vasconcelos, envolver as ONGs é a forma mais segura de garantir que as vagas sejam destinadas aos mais necessitados.

As aulas serão ministradas de forma multidisciplinar, unindo noções de Word, Excel e internet a conceitos de cidadania, ética e empreendedorismo. "Enquanto o aluno estiver aprendendo a usar o Word, por exemplo, ele terá a oportunidade de aprender a escrever uma carta para o presidente da República", sugere Geysa.

A segunda etapa do projeto - o meio da pirâmide -, acontece no ano que vem. "Uma vez formados, vamos conceder bolsas de estudos em cursos técnicos para um percentualde aproximadamente 10% desses alunos. O pagamento da bolsa é que estes alunos serão os instrutures no ano seguinte", detalha Stephen. Já a terceira etapa, o topo da pirâmide, deve acontecer em dois anos. "Os que se destacarem vão receber bolsas de graduação e vão ser responsáveis pelo comando do processo. A partir daí, a pirâmide passa a se autogerir", completa. (I.M.)

 

 
   
 
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