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Giro Hi-Tech
13.07.2005
Novo CEO prepara mudanças na HP
Desde que chegou à HP, há três meses, o novo CEO e presidente da companhia, Mark Hurd mudou a estrutura organizacional da empresa.
Na segunda-feira, Hurd anunciou que a contratação de um novo CIO, Randy Mott, ex-Dell, para comandar o departamento de tecnologia que vai funcionar independente do grupo de supply chain da empresa.
Em junho, Hurd separou a divisão de PCs do grupo de impressoras, que haviam sido unidos pela sua antecessora, Carly Fiorina, em janeiro.
Mas há fortes indícios de que grandes mudanças estão a caminho.
Analistas financeiros e da indústria acreditam que a HP vai demitir milhares de trabalhadores nas próximas semanas, enquanto a empresa continua na busca pelo modelo operacional correto e ainda digere a aquisição da Compaq Computer Corp., acontecida em 2002.
Estimativas publicadas em notas de pesquisas da Sanford C. Bernstein & Co. LLC e Merrill Lynch & Co. Inc. falam de cortes entre 7,5 mil e 15 mil trabalhadores.
Um porta-voz da HP não quis comentar os relatórios ou a possiblidade de cortes na companhia. "A HP tem algumas decisões difíceis para fazer nos próximos anos", afirmou Charles King, analista da Pund-IT Research.
Basciamente, a HP está em uma encruzilhada na sua história, acredita King. O tamanho da empresa, comparada com suas principais rivais, IBM e HP, é correto. A HP tem 150 mil funcionários mundialmente. A Dell, 56,7 mil e a IBM, 320 mil.
Muitos desses funcionários descobriram que suas funções mudaram à medida que a HP moveu-se de uma empresa focada em pesquisa e desenvolvimento para uma companhia que trabalhava em negócios de baixas margens, como desktops e servidores low-end.
Os negócios de PCs e servidores não estão gerando os lucros que os acionistas da HP esperavam. E mesmo o grupo de impressão, considerado a jóia da coroa da empersa, recebeu sinais de que não está imune ao corte de custo de Hurd.
O novo CEO da HP tem um histórico de corte de custo no seu ex-emprego, quando dirigia a NCR Corp. Muitos analistas acreditam que esse foi um fator importante para que os acionistas da HP trouxessem Hurd no ligar de Fiorina.
"Empresas que estão lutando, às vezes, tem que cortar custos para se manter no caminho", acredita Gordon Haff, analista sênior da Illuminata.
Fonte: IDG Now!
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