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Giro Hi-Tech
11.07.2005
Brasil terá ONG do Software Livre
O nome ainda não está definido, mas tudo indica que será algo como "Open Technology User Network", isto é, uma "rede de usuários de tecnologias abertas". Seja lá qual for a alcunha, o fato é que, a partir do próximo mês, o Brasil será a matriz de um organização internacional voltada aos usuários corporativos de software livre.
Em fase de estruturação, o projeto é encabeçado por executivos de bancos como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, além de empresas como Cobra Tecnologia (subsidiária de tecnologia do BB) e 4Linux. Do governo, o apoio já firmado vem de nomes como o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI). Na arena internacional, a futura entidade terá apoio do Linux Professional Institute (LPI).
O objetivo da organização sem fins lucrativos é, segundo o gerente executivo de software livre da Cobra, Ricardo Bimbo, formar uma comunidade em torno dos interesses dos usuários do software livre. "A área de desenvolvimento já tem voz no software livre, a comunidade também, mas ainda não tem uma representatividade para o usuário. Esta ONG criará uma cadeia de confiança para quem utiliza tecnologias compartilhadas", explica.
Na prática, o que a ONG pretende oferecer aos usuários corporativos são informações sobre pacotes de ferramentas padronizados e certificados, além de qualificação de profissionais para operações específicas em software livre. "Hoje a LPI tem um trabalho muito forte de certificação, mas ela certifica apenas em Linux, isso é muito amplo. Com esta iniciativa, teremos certificações de profissionais para bancos de dados, para suítes de escritório, para soluções de geoprocessamento", exemplifica Bimbo.
O executivo explica que a entidade não venderá produtos, apenas dará aos usuários uma orientação padronizada de qual aplicação é mais adequada à sua necessidade, além dos critérios de desenvolvimento envolvidos nessa solução.
"Se o usuário vai buscar serviços com alguma empresa que faz parte da entidade ou não, ficará a seu critério. Não vamos empacotar nem distribuir produtos. O nosso objetivo é ser a voz do usuário para que possamos concentrar as necessidades", comenta o executivo da Cobra.
Fonte: Computer World
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