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Giro Hi-Tech
21.02.2006
IBM diz ter nova técnica para fabricar microchips
21 de fevereiro de 2006
Pesquisadores da IBM afirmam ter descoberto uma técnica que permitirá levar à produção de chips de computadores mais poderosos.
Eles conseguiram gravar circuitos em lâminas de silício com um terço da largura daquelas produzidas com a tecnologia atual.
O método pode levar ao surgimento de chips menores e de capacidade maior.
A tecnologia existente para a fabricação de chips está chegando aos seus limites físicos, à medida que os chips ficam cada vez menores.
Por esse motivo, a indústria de semicondutores está procurando novas maneiras de gravar mais circuitos nas lâminas de silício.
'Lei de Moore'
A IBM afirma que a nova técnica de fabricação poderia prorrogar a validade da chamada "Lei de Moore", um dos princípios fundamentais a nortear a indústria de tecnologia dos últimos 40 anos.
Nos anos 60, o fundador da Intel, Gordon Moore, previu que o número de transistores contidos num chip – e, por conseqüência, a sua capacidade de processamento – dobraria a cada dois anos.
As técnicas utilizadas pelos cientistas do Centro de Pesquisa Almaden da IBM, em San Jose, na Califórnia, usam um método conhecido como litografia óptica de ultravioleta profundo.
A equipe da IBM disse ter sido capaz de "imprimir" circuitos que têm 29,9 nanômetros de largura. Um nanômetro é uma bilionésima parte de um metro.
"Nosso objetivo é empurrar a litografia óptica até onde pudermos para que a indústria não tenha que mudar para alternativas mais caras enquanto isso não for absolutamente necessário", explico Robert D Allen, gerente de materiais de litografia do Centro Almaden.
"O resultado é a evidência mais forte até agora de que a indústria ainda pode ter uma margem de sete anos antes que sejam necessárias mudanças radicais nas técnicas de fabricação de chips."
Fonte: BBC Brasil
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